Crescer exige planejamento e boa gestão do negócio

Por MARCOS PAULO DE SOUZA (Presidente da ACE)

Crescer, ampliar vendas e rentabilidade, ganhar mais força e espaço no mercado são desejos de toda empresa de micro e pequeno porte. Mas como avaliar se chegou a hora da expansão? Crescer não consiste somente em ser melhor que a concorrência e superá-la, mas sim, por meio da boa gestão, fazer sempre o melhor a cada operação.

A tomada de decisão de crescer dependerá de oportunidades e fatores externos, mas também do perfil de cada empresário, sendo fundamental planejar previamente para atingir as metas.

Quando a economia está aquecida, muitas empresas, principalmente as que estão saudáveis e no azul, apostam em ganhos que parecem recompensadores e partem para investimentos em novos mercados, operações, equipamentos ou instalações. Muitos creem que apenas o “feeling” empreendedor basta para tomar a decisão, seja de ampliar a operação que já existe, abrir uma filial, diversificar e buscar novo ramo de atividade. Mas crescer exige antes planejar, conhecer a fundo a operação e os custos operacionais do negócio, estabelecer indicadores que permitam saber se ele está realmente crescendo (operando com mais lucro) ou apenas inchando. Um planejamento acertado apontará a que crescer exige planejamento e boa gestão do negócio real dimensão dos investimentos a realizar, frente aos resultados que se espera atingir, e quanto tempo será necessário para conseguir o retorno do investimento.

Outro aspecto que merece toda a atenção é a inovação, uma necessidade para a sobrevivência e expansão do negócio. Inovar nos processos, na tecnologia, nos produtos e serviços deve fazer parte de qualquer projeto de expansão. A empresa que inova abre espaço para a geração de receitas e ganha competitividade.
É importante saber ainda que se paga um preço para crescer. Para executar o plano de expansão, geralmente serão necessários recursos financeiros. O investimento pode ser conseguido pela venda e incorporação de um patrimônio pessoal ou familiar, como um bem móvel ou imóvel e, neste caso, gerar insegurança. Se a decisão for madura e bem planejada, este sentimento será logo abandonado frente ao estímulo positivo do lucro.

Em outros casos, poderá ser necessário o aporte de recursos de um sócio ou a tomada de crédito bancário. No caso de financiamento, quanto mais sólido for o planejamento e suas comprovações, mais facilmente serão disponibilizados os recursos, e as parcelas poderão ser absorvidas pelas receitas adicionais geradas. Será preciso avaliar cuidadosamente as taxas de juros e garantias exigidas pelo banco, e a possibilidade de geração de lucro mesmo com o pagamento do financiamento.

Buscar um sócio que integre capital é interessante, mas pode custar parte da autonomia que o empreendedor possui para tomar decisões, será preciso saber se o empresário quer e está pronto para isso. Tomar decisões de mudança, exige que o empresário se sinta realmente liderando o processo evolutivo de seu negócio, e pensando não só em ações, mas em estratégias que levarão ao efetivo crescimento da empresa.

E você empreendedor, está preparado para crescer? Não espera a concorrência se “mexer” para que você tome a decisão de mudar. Seja o protagonista da sua evolução, estude seu negócio, faça planos, e trabalhe para que sua empresa cresça e apareça.

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